DESCUBRA AQUI TUDO SOBRE O IMPÉRIO GUCCI

Gucci

E seguimos firmes com nossa série sobre as grandes grifes internacionais, os top estilostas e suas origens. Aqui você descobre todos os detalhes de como essas marcas nasceram e entende a história de cada uma. Hoje vamos de Gucci, uma grife cheia de glamour, sofisticação e também muita polêmica. Talvez a grife mais polêmica de todos os tempos. Descubra aqui tudo sobre o império Gucci.

Guccio Gucci (nascido em 26 de março de 1881), nasceu em uma família humilde da Itália. Seu pai era comerciante da região de Fabrico ( Florença ), ao norte da Itália. Gucci acabou se tornando um empresário e designer de moda italiano, fundador da grife Gucci. Vamos conhecer mais a fundo essa história:

Gucci

Gucci cresceu sempre encantado com o luxo e a sofisticação. Mesmo vindo de uma família humilde, ele andava sempre muito elegante, dentro de suas posses, é claro. Em 1898, trocou sua cidade natal por Paris e depois Londres, para ampliar seus horizontes.

Em Londres trabalhou como ascensorista e maleiro, no requintado hotel Savoy. O jovem Guccio mantinha seu gosto pela qualidade e pela elegância, ficava admirado com os brasões que as famílias personalizavam suas malas. Em 1905, voltou para a Itália e casou-se com Aida Calvellie e lá tiveram 6 filhos. Um deles faleceu ainda criança.

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Em 1905, voltou para a Itália e casou-se com Aida Calvellie, com quem teve 6 filhos: Ugo, Grimalda, Enzo (que morreu ainda criança), Aldo, Vasco e Rodolfo.

Em Florença no ano de 1920, Gucci fundou uma pequena loja de selaria de couro. Como era um artesão, começou a fabricar selas de cavalos, bolsas e acessórios de couro, tudo como uma pequena loja familiar.

Em 1921 juntou todas as economias ( 30 mil liras ), para abrir a primeira loja na sua cidade natal. A loja vendia malas e valises super luxuosas, feitas em couro de alta qualidade produzidos pelos melhores artesãos da região da Toscana. Tudo no mais alto padrão.

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Foi tudo muito rápido, em questão de 1 ano, Gucci rapidamente construiu uma reputação de qualidade, contratando os melhores artesãos que encontrou para trabalhar em seu ateliê ( a primeira loja da grife).

O jovem Gucci, que andava sempre impecável e elegante, tornou-se um empresário. Não demorou muito para que a alta burguesia e a nobreza da cidade de Florença descobrissem seu talento, e começassem a procurar seus produtos.

Gucci
Aqui a primeira loja já tinha seu nome reconhecido na cidade de Florença

Em pouco tempo, a marca já era conhecida entre os ricos e celebridades, tornando-se uma das marcas mais requisitadas da elite italiana. Empolgado com todo aquele sucesso nas vendas, decidiu abrir uma fábrica, junto de sua loja.

A década de 1930 foi decisiva para a história da Gucci. Passou a ganhar renomados clientes internacionais, que iam para a Itália em busca dos produtos Gucci. Em 1937, os negócios cresceram tanto, que a fábrica mudou para um local bem maior na cidade de Lugarno.

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Exposição com os arquivos da marca

As famosas franjas e os estribos estilizados, passaram a ser utilizados com frequência nas peças produzidas da marca, e tornaram-se a assinatura da Gucci.

Em poucos anos, com um design inspirado no estilo equestre (algo totalmente novo na alta costura), a marca oferecia uma maior diversidade de produtos, eram malas, baús de viagem, cintos, sapatos e luvas, atraindo clientes extremamente requintadas.

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Exposição com as bolsas Icônicas da Grife

Gucci expandiu seu negócio para Roma no ano de 1938. Sua empresa de apenas um homem se transformou em um negócio familiar, quando seus filhos Aldo, Vasco, Ugo e Rodolfo entraram para ajudar o pai nos negócios da marca.

Em 1947, a marca lançou o acessório que se tornaria o carro-chefe da Gucci: A bolsa com alça de bambu, a conhecida Gucci Bamboo Bag, que vire e mexe é repaginada pelos estilistas que passam pela grife.

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A bolsa Gucci Bamboo Bag

Seduziu as mulheres pela sua elegância, e em pouco tempo caiu no gosto das celebridades e pessoas da alta sociedade. Em 1951, foi inaugurada a Gucci de Milão e dois anos depois a empresa expandiu, com a abertura de uma nova loja em Manhattan.

Observe que a grife cresceu com a velocidade de um foguete. Em 10 anos a pequena loja familiar se tornou uma grife reconhecida e queridinha entre as celebridades.

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Sofia Loren sempre foi fã da marca e acabou se tornando uma referência de elegância e glamour, também por usar Gucci

Com o passar dos anos, mais celebridades de Hollywood contribuíram, e muito, para que a marca se tornasse reconhecida mundialmente. Nomes como Ingrid Bergman, Sofia Loren, Jacqueline Kennedy o presidente John Kennedy, passaram a ser clientes fiéis da marca.

Várias celebridades do cinema passaram a aparecer em público usando Gucci. Foi quando a marca se tornou a queridinha nos bastidores de Hollywood.

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Lançamento da bolsa com alça para o ombro ( inicialmente batizada de HOBO ), especialmente desenvolvida e criada para Jacqueline Kennedy, que até hoje é conhecida como “Jackie O”. O modelo foi relançado em 1999, vendendo o número recorde de seis mil peças.

Anos depois, novas lojas foram abertas em Nova York, Palm Beach, San Francisco, Filadélfia e Beverly Hills. Uma das histórias mais surpreendentes sobre os clientes famosos da marca é a do Sultão de Brunei. Ele fez uma encomenda de nada mais, nada menos que 27 jogos de malas em couro de crocodilo, a um custo de US$ 2.4 milhões.

Guccio Gucci faleceu em 1953, e após o seu falecimento a marca manteve o mesmo estilo, porém as inovações continuaram. No mesmo ano a Gucci reinventou um clássico da moda masculina, o mocassim.

lançou um modelo com faixa frontal de tecido nas cores verde e vermelha, com uma fivela de metal. Logo se transformou na assinatura da marca, tornando-se uma peça obrigatória no guarda roupa do homem moderno e sofisticado.

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Mocassim que até hoje é um grande símbolo da marca

No ano de 1974, já havia mais de 14 lojas e 46 franquias da Gucci espalhadas por todo o mundo. Muito desse mercado internacional, se deve a Aldo (filho de Guccio Gucci), que realizou a expansão, principalmente para o Japão. Os japoneses adoram até hoje a marca.

Inspirado no legado deixado pelo pai, em sua elegância italiana e também no mercado de luxo, Aldo Gucci, cria uma linha de perfumes, todos marcantes e sedutores. Os perfumes Gucci traduzem todo o luxo da marca e são reconhecidos até hoje, por serem em sua maioria sensuais.

Aldo Gucci, o filho que prosseguiu com o sonho do pai

Em 1989, com a imagem desgastada, a Gucci estava se deteriorando no mercado de luxo. Domenico Del Sole, responsável pelo departamento jurídico da empresa, foi incumbido de buscar soluções para as divergências internas da empresa, em especial, entre os membros da família Gucci.

Até os anos 1970 e 1980 a marca Gucci caminhou bem, mas as intrigas familiares que “pipocavam” nessa época, eram dignas de um roteiro de filme. Traições, ambições, disputa entre os irmão… Segundo relatos de funcionários, era comum nas reuniões da família Gucci, ouvir palavrões e barulho de objetos sendo jogados nas paredes.

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O estilista Aldo Gucci e a filha Patrícia Gucci

Mas o caso mais escandaloso da família foi o assassinato de Maurizzio Gucci, encomendado pela ex-esposa, Patrizia Peggiani. Tudo muito bem narrado no livro “Casa Gucci” que relata os bastidores da marca. Uma história bemm “pesada”.

Para resumir tudo: Patrizia Peggiani e Maurizzio Gucci, tiveram uma separação conturbada, envolvendo traição e um filho fora do casamento por parte dele. Quinze anos após a separação, Patrízia encomendou a morte do ex-marido de forma fria e calculista. Foi julgada, condenada e após 17 anos de prisão, teve sua liberdade por bom comportamento.

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Patrizia sendo escoltada por policiais durante o desenvolvimento do julgamento

Com tantos desentendimentos, Aldo Gucci resolveu sair da diretoria executiva e a Investcorp, uma famosa empresa de investimentos árabes, comprou 50% do capital da marca.

Em 1993, o último membro da família, Maurízio, que ainda trabalhava na empresa, vendeu sua parte das ações, por motivos de desentendimento com o grupo de investidores ( a Investcorp). Com Maurizzio fora de cena, a Gucci passou a ser comandada por Del Sole.

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Maurizzio Gucci, o filho de Guccio Gucci, assassinado a mando de sua ex-esposa Patrizia

Del Sole então, transferiu a sede da empresa de Milão para Casellina, nomeando para a direção criativa ninguém menos que Tom Ford, com quem já vinha trabalhando desde 1990. Começava assim, uma nova fase na empresa.

Com Tom Ford na direção artística e criativa da grife, em 1994 ele renovou e sexualizou a imagem da marca. Através de uma estratégia muito bem definida, transformando os acessórios em objetos de desejos das mulheres.

Em 1997 foi lançado o perfume ENVY, uma fragrância floral. Dois anos depois surgiu RUSH, criado para um público mais jovem e moderno.

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Gucci sempre presente nos Red Carpet

Sob a direção de Tom Ford, que passou a assinar todas as coleções da marca, surgiu uma nova Gucci. Além de relançar grandes ícones, como a bolsa com alça de bambu e os mocassins, Tom Ford lançou a Bolsa Horsebilt Clutch. Em pouco tempo se tornou um verdadeiro fenômeno entre as estrelas de Hollywood.

Nos anos 2000, a empresa passou a fazer parte de um seleto grupo de acionistas, entre eles, Bernard Arnault (que é o dono do luxuoso LVMH) e François Pinault, que até então era dono do grupo PPR.

Outro sucesso da marca foi a bolsa Gucci Soho, que se tornou queridinha inclusive das celebridades brasileiras, como Bruna Marquezine

Em 2005, Tom Ford, que também estava por trás da criação da YSL, deixou o Grupo Gucci por conta de um desentendimento em relação ao seu contrato. Haja desentendimento nessa grife, né? Que complicado!

Em 1992, o símbolo do duplo “G”, que até então era utilizado só na grife das bolsas, calçados e cintos, aparece oficialmente como o logo da empresa. A partir de 1998, a comunicação oficial passa a ser feita sempre com o logotipo composto por um caractere lapidado, muito espaçado.

É com essa marca que a empresa se apresenta ao mundo como uma expressão distintiva do “Made in Italy”.

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O Logo da grife

Nos últimos anos, sob a direção criativa de Alessandro Michele e seu CEO Marco Bizzarri, a marca Gucci recuperou uma enorme popularidade em vários países, inclusive entre as celebridades brasileiras.

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A Gucci é atualmente a marca que dita as regras do mundo da moda, combinando a história e as tradições italianas relativas ao know-how (conhecimento e normas específicas) da produção de artigos de moda, com uma energia inovadora muito poderosa.

A marca hoje tem mais de 400 lojas espalhadas pelo mundo e é sempre uma das grifes mais esperadas nos desfiles internacionais, por ser uma grife que sempre inova nos acessórios femininos. Bolsas, cintos, óculos escuros, sapatos… Continuam sendo o ponto alto da grife.

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Tem como não desejar esse “pijama” que vai às ruas e essa bolsa DI VI NA?

Além de aderir práticas empresariais responsáveis, apresentando o “Culture of Purpose” um projeto de sustentabilidade de 10 anos, com o objetivo de se concentrar em criações com um impacto socioambiental positivo. A marca vem conseguindo equilibrar doses certas de elegância, sensualidade e modernidade

Esperamos que você tenha curtido essa viagem ao mundo da Gucci. 

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Um beijo de toda equipe Escola de Estilo

Escrito por Carla Lúcia Braga/Equipe Escola de Estilo

 

 

 

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